NOVAS PARCERIAS

Gallo vê tarifas dos EUA como chance de ampliar mercados para Mato Grosso

Gallo disse que este é o momento ideal para os produtores do estado buscarem novas parcerias comerciais com outros países.

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O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, acredita que os produtores de Mato Grosso podem transformar as tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump em uma oportunidade estratégica para expandir seus negócios. Em entrevista a Rádio Jovem Pan nesta quarta-feira (6), Gallo disse que este é o momento ideal para os produtores do estado buscarem novas parcerias comerciais com outros países.

“Para Mato Grosso de um modo geral, esse desaquecimento que pode existir em função desse tarifaço pode ser uma grande oportunidade de a gente redirecionar o que a gente vende pros EUA, para outros países e outros mercados”, afirmou.

O secretário avalia que o impacto direto das tarifas sobre as exportações do estado será pequeno, uma vez que apenas 1,5% do total exportado tem como destino os Estados Unidos. Os setores mais suscetíveis, de acordo com ele, são o de carne bovina e, eventualmente, o de madeira.

“Fato é que pode ser uma grande oportunidade para que a gente consolide esse 1,5% que a gente exporta para os EUA, ganhar outros mercados, e ficarmos completamente independente. Isso, claro, estou falando de Mato Grosso, que já tem uma boa balança comercial”, acrescentou.

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Possível risco com reciprocidade tarifária

Apesar do baixo volume de exportações para os EUA, Gallo alerta que um eventual reflexo negativo pode surgir caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decida responder com medidas equivalentes, adotando sobretaxas a produtos norte-americanos.

Essa medida, segundo o secretário, poderia atingir o setor produtivo do estado, que depende de insumos importados, como fertilizantes e defensivos agrícolas.

“Nós temos alguns itens, especificamente, que Mato Grosso consome como insumo: defensivos agrícolas, fertilizantes… Se o Brasil subir as tarifas, Mato Grosso pode ser atingido porque vai aumentar nosso custo de produção, e o produto ficará mais caro”, explicou.

“Mas não me parece que essa é a direção que o Governo vai adotar pelas declarações recentes que vi. Vamos aguardar. Porque aí sim vamos ter que avaliar cenários. Porque aumentando o custo de produção isso pode nos atingir”, finalizou.

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