ASSASSINATO EM CUIABÁ

Suspeito de matar ex-jogador de vôlei alega extorsão como motivação do crime

O assassinato ocorreu na última quinta-feira (10), em Cuiabá.

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O empresário Idirley Alves Pacheco, acusado de matar a tiros o ex-jogador de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos, conhecido como “Boi”, afirmou que estava sendo extorquido pela vítima e negou que o crime tenha motivação passional, como vinha sendo investigado pela Polícia. O assassinato ocorreu na última quinta-feira (10), em Cuiabá.

Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (14), na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado responsável pelo caso, Caio Fernando Alvares Albuquerque, afirmou que Idirley Alves, se entregou na manhã desta segunda acompanha do de advogado. 

“É uma versão que ele disse para os policiais por ocasião das diligências atrás da arma. Seria uma extorsão, a vítima estaria extorquindo ele. Mas vamos, no interrogatório, caso ele queira dizer, questionar em que consiste essa extorsão, valores, por quê. Vamos aguardar a versão dele. Ele refuta a questão passional”, explicou.

Segundo o delegado, as equipes vão verificar se há alguma “plausibilidade nesse argumento de extorsão, ou se é apenas uma versão isolada dele”, uma tentativa de construir um álibi.

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De acordo com o delegado, a ex-esposa de Idirley foi quem o denunciou à Polícia, dizendo que acreditava que ele tinha sequestrado o ex-jogador, de quem ela era amiga. Naquela mesma noite, Everton foi morto a tiros e a Polícia passou a investigar uma motivação passional, já que o empresário suspeitaria de uma relação entre sua ex e a vítima.

A ex-esposa de Idirley é testemunha ocular do crime e foi quem acionou a Polícia com a suspeita de sequestro.

Em seu depoimento, ela disse que, minutos antes do crime, o ex-marido chamou a vítima para que escondessem a caminhonete de Idirley, uma Volkswagen Amarok, que estava com débitos em atraso. A vítima conduziu o veículo e levou com ele o “amigo” como carona.

A ex-esposa do suspeito seguia o trajeto logo atrás, em outro veículo. Em determinado momento, os dois carros pararam, e o autor desceu da Amarok alegando que precisava entregar algumas roupas para a filha pequena, que estava no carro com a ex-companheira.

“É um movimento rápido, segundo consta, e o que eu digo são os relatos da testemunha ocular. O apontado autor só desce da caminhonete, passa esses pertences e, nesse momento, ela já verifica que ele volta à Amarok portando arma de fogo, só que já no banco traseiro, que é um dado muito relevante. Quando você já entra no banco traseiro, é um comportamento que a pessoa já está com má intenção, no mínimo”, disse o delegado.

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Logo em seguida, a testemunha perde o veículo de vista porque, segundo ela, a Amarok seguia em alta velocidade. Everton foi morto com três tiros pelas costas. 

O crime

Everton foi assassinado a tiros na noite desta quinta-feira (10), nas proximidades da Avenida República do Líbano, em Cuiabá.

O atleta foi encontrado morto dentro da Volkswagen Amarok.

  

A prisão de Idirley foi decretada pela Justiça a partir de um pedido feito pela DHPP, e o empresário se entregou na manhã desta segunda-feira (14).

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