ESCÂNDALO DAS EMENDAS

Cattani defende Pivetta por acionar CGE e critica vazamento: “fez o que deveria fazer”

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que não acredita que o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), tenha sido responsável pelo vazamento de informações sobre a investigação que apura possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Segundo ele, o vice apenas cumpriu seu papel institucional ao encaminhar uma denúncia aos órgãos competentes. 

 

“Eu nem acredito que tenha sido o vice-governador [quem vazou]. Ele apenas recebeu a denúncia, e fez o que deveria fazer, encaminhar para investigação para os órgãos competentes. Dali pra frente está instalado um problema. Essa investigação vazou também para um site nacional, que é o UOL, com muitas mentiras. E já colocando os deputados, inclusive eu, como se nós fôssemos ‘ladrões’, ‘bandidos’. Isso é um absurdo total”, criticou.”, disse.

 

Cattani foi citado em um relatório que embasou reportagem do portal UOL, apontando 14 deputados estaduais, além de um prefeito e um secretário de Estado, como responsáveis por destinar emendas à compra de kits agrícolas durante o período eleitoral. Os recursos teriam sido intermediados pela Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), o que motivou a abertura de investigações para apurar supostas fraudes.

 

Apesar de seu nome estar entre os citados, o parlamentar afirmou que está tranquilo quanto à investigação e garantiu que sua atuação se limitou à indicação da verba, sem qualquer envolvimento posterior com o processo de execução da emenda.

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“Eu deixei uma emenda de R$ 200 mil para a Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), eles destinaram isso para a compra de kits agrícolas para pequenos produtores. Não participei de cotações, nem de licitações, nem de nenhuma movimentação financeira. Só destinei minha emenda”, afirmou o deputado.

 

“Não entendo por que meu nome está no meio, mas não tenho problema nenhum, porque tenho certeza de que não fiz nada de errado”, completou.

 

O parlamentar também se posicionou sobre a forma como a denúncia se tornou pública. Segundo ele, o processo precisa ser respeitado e investigado com transparência, mas questionou o vazamento de informações e o que chamou de “narrativas mentirosas”.

 

O deputado alega que houve uma deturpação dos fatos na apuração jornalística, que já o trata como culpado sem qualquer elemento concreto. Para ele, o simples fato de ter direcionado emendas a entidades não pode ser tomado como indício de irregularidade.

 

“A incoerência está nessa verificação dos fatos e nesse vazamento dessas informações mentirosas sobre os deputados”. 

 

O parlamentar reiterou que a destinação de emendas é uma prerrogativa legítima dos deputados, prevista na legislação orçamentária, e que o simples fato de indicar uma verba não pode ser tratado como crime.

 

“Será que virou crime mandar emenda? Mandar verba não é problema. Se houve alguma falcatrua, tem que investigar quem fez. Agora, dizer que eu participei disso sem nenhuma prova, como se eu tivesse roubado ou metido a mão em dinheiro, isso não dá”, declarou.

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“Tem que investigar, claro. Mas não dá para citar meu nome como se eu tivesse feito algo errado sem mostrar onde foi o erro. Diga: onde está o dinheiro que eu roubei? Quanto foi? Cadê? Não existe nada disso”, questionou. “Se alguém cometeu alguma falcatrua, que apareça, que seja punido. Agora, jogar meu nome no meio sem provas é injusto”, destaca.

 

Articulações para 2026

Apesar da polêmica, o deputado segue trabalhando em seu projeto político para os próximos anos. Ele confirmou que pretende buscar a reeleição como deputado estadual nas eleições de 2026.

“Nós vamos sim para a reeleição. O projeto está sendo desenhado com base no trabalho que venho realizando”, afirmou.

Questionado sobre sua atuação partidária, ele disse que não integra a executiva estadual da legenda, mas que acompanha os movimentos políticos e o desejo do partido em lançar candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado Federal.

“O partido tem a pretensão de ter candidatura própria ao governo do estado, e também ao Senado. Nós esperamos que tenha, inclusive, dois senadores eleitos pelo PL para que a gente possa ter o primeiro e o segundo voto da direita”, explicou.

 

 

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