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Ao deixar cargo, ex-secretário da Câmara critica bastidores: “Cansei de ter que lidar com gente que falta com a verdade”

Nos bastidores, circula a informação de que um dos fatores que pesaram na saída foi a postura do vereador Jeferson Siqueira (PSD), mas Gonzaga não citou nomes diretamente, mas falou sobre a atuação de uma “minoria barulhenta” no Legislativo.

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O jornalista Luiz Gonzaga Neto, usou a tribuna da Câmara de Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (3), para pedir exoneração imediata do cargo de secretário de Comunicação da Casa. A saída já estava anunciada para o fim do mês, mas ele decidiu antecipar. Durante discurso no plenário, ele apontou motivos pessoais e profissionais para a decisão, fez um balanço das ações à frente da pasta e criticou a conduta de alguns parlamentares.

“Cansei de ter que lidar com gente que falta com a verdade e é capaz de qualquer coisa em benefício próprio e não importa se isso vai atingir outras pessoas. E faz isso sobre uma ´proteção divina´ ou sobre a transparência de um vidro”, disse.

“Mas não é só disso que a Câmara é feita e, honestamente, eu perdi a vontade de tentar colaborar, de tentar contribuir com quem não quer ajuda. Pior, para quem acha que nem precisa” completou.

Nos bastidores, circula a informação de que um dos fatores que pesaram na saída foi a postura do vereador Jeferson Siqueira (PSD), mas Gonzaga não citou nomes diretamente, mas falou sobre a atuação de uma “minoria barulhenta” no Legislativo.

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“Cansei de ter que explicar o obvio, como respeitar princípios éticos jornalísticos, especialmente se tratando de uma plataforma de um órgão público. E é importante ressaltar: não é a maioria, é uma minoria. A maioria quer trabalhar muito. É uma minoria barulhenta. Não só com gritaria, mas barulhenta, também, no silêncio das conspirações”, completou.

O jornalista lembrou que durante sua atuação trabalhou com transparência  na Comunicação da Casa, como por exemplo no caso da Operação Perfídia, da Polícia Civil, deflagrada em abril, que afastou os vereador Chico 200 (PL) e Sargento Joelson (PSB). 

“A gente não negligenciou a informação. E quando você tem credibilidade, a sua apuração ganha valor”, disse. 

Gonzaga ainda disse que não conseguiu cumprir uma das missões na Casa, que era melhorar a imagem da Câmara junto à sociedade.

“Minha principal missão era proteger a imagem da Casa. Tentei, mas não consegui. Tem coisas que o dinheiro não compra: a paz”, afirmou.

Apesar das críticas, Gonzaga agradeceu à presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), pela confiança e pelo respeito institucional com que conduziu a comunicação durante sua gestão. Também fez menção à vereadora Katiuscia (PSB), responsável por indicá-lo ao cargo.

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No balanço da sua passagem pela Secretaria de Comunicação, Gonzaga destacou o avanço da licitação de mídia, que foi destravada sob sua gestão e atraiu 11 agências.

“Muitas agências sequer participam de licitações quando acreditam que ela terá cartas marcadas. E essa Mesa Diretora rejeitou qualquer proposta nesse sentido. A gente deu sequência mesmo sem verba de mídia, e, ainda assim, Vossas Excelências tiveram seis meses de uma exposição muito mais positiva do que negativa”, declarou.

Ele também pontuou que, durante seu período à frente da Secom, foram produzidas mais de 860 matérias jornalísticas, e que a relação da Câmara com a imprensa externa teve avanços consideráveis.

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