FIM DO DECRETO

Após seis meses de decreto, Abilio promete manter política de contenção de gastos

Secom Câmara-Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez um balanço dos primeiros seis meses à frente da gestão municipal, sob decreto de calamidade financeira, que teve início em 3 de janeiro deste ano.  Em entrevista à imprensa, Abilio lembrou que o período foi marcado por uma intensa reorganização das contas públicas, após herdar uma dívida de curto prazo de R$ 700 milhões deixada pela administração anterior.

“Infelizmente a gente encontrou uma Prefeitura com a dívida de curto prazo de R$ 700 milhões e tivemos que trabalhar muito. O Marcelo Bussiki [secretário de Economia] ralou muito, os secretários todos ralaram muito para poder cortar despesas sem afetar o serviço oferecido para a população”, disse o prefeito.

O prefeito também destacou que assumiu o Executivo com os salários dos servidores de dezembro em atraso, além de pendências no pagamento do 13º e outros direitos. Apesar do cenário crítico, a gestão afirma ter conseguido resultados expressivos no curto prazo.

A nossa prioridade desde o começo da gestão foi colocar as contas numa situação melhor do que a gente encontrou. Quando assumimos, a Prefeitura estava com o salário dos servidores atrasados de dezembro, problemas com o décimo terceiro, com pagamento dos direitos dos servidores. Nós encontramos uma prefeitura cheia de dívidas, sem recurso, em caixa”, afirmou.

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“Foi uma situação muito difícil, mas nós conseguimos pagar sete folhas em seis meses. E isso sem interferir no funcionamento das demais secretarias”, completou o prefeito.

Abilio informou ainda que está preparando um relatório detalhado com os dados da economia gerada durante o período do decreto, que será apresentado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) na próxima quarta-feira (9).

Com o fim do decreto, o prefeito destacou que o trabalho de economia de recursos deve continuar e não parar os serviços na cidade enquanto ainda corrige parte das contas públicas.

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