O médico e ex-vereador Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa, de 39 anos, foi indiciado por mais três crimes sexuais, conforme informou a Polícia Civil nesta quinta-feira (26). Ele está preso preventivamente desde 31 de maio, em Canarana (a 838 km de Cuiabá), e é alvo de dois inquéritos por crimes contra mulheres e crianças.
Segundo o delegado Flávio Leonardo Santana Silva, responsável pela investigação, o novo inquérito concluiu que Thiago cometeu os crimes de: estupro; estupro de vulnerável e violência psicológica.
As novas acusações se referem a duas vítimas, sendo uma delas uma criança de apenas 8 anos. A Polícia Civil encaminhou o inquérito ao Ministério Público, que irá avaliar o caso e decidir se apresenta denúncia formal. A investigação também não descarta o surgimento de novas vítimas.
Thiago já havia sido indiciado anteriormente por quatro outros crimes: estupro de vulnerável; produção e armazenamento de material de abuso sexual infantil; divulgação de imagens de exploração sexual infantil; posse de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
Durante a operação, a polícia encontrou imagens relacionadas a abuso sexual infantil armazenadas na residência do médico, parte das quais teria sido produzida e compartilhada por ele próprio, segundo a investigação.
Cassação
Em 9 de junho, a Câmara Municipal de Canarana cassou o mandato de Thiago, que era vereador pelo PL. Com isso, ele se tornou inelegível por oito anos, a partir das próximas eleições municipais. O suplente Milton Blass (PL) foi convocado e assumiu a vaga de forma definitiva.
Thiago também foi afastado do Partido Liberal (PL) no início de junho, logo após a repercussão das denúncias.
Itens apreendidos e conduta profissional
Na residência do investigado, foram encontrados diversos objetos, incluindo roupas infantis femininas e brinquedos sexuais. A Polícia Civil aponta que o material seria utilizado em fantasias sexuais do ex-parlamentar. Thiago morava sozinho e não tem filhos.
Segundo o delegado, o investigado se aproveitava da vulnerabilidade emocional das vítimas, em sua maioria mulheres, algumas das quais tinham filhas, para se aproximar e cometer os crimes.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para apurar a conduta ética do médico. A abertura de processo disciplinar dependerá da conclusão dessa apuração.
Até o momento, a polícia já identificou oito vítimas — entre mulheres e menores de idade — envolvidas no caso.























