O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (16) que não vê necessidade de afastar o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec (PSB), citado em uma investigação da Polícia Civil sobre possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Além do secretário também estão sendo investigados os deputados, José Eduardo Botelho (União), que na época era presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT); Juca do Guaraná (MDB); Cláudio Ferreira (PL), atual prefeito de Rondonópolis; Doutor João José (MDB); Alan Kardec (PSB), atual secretário de Ciência e Tecnologia da Informação; Gilberto Cattani (PL); Fabio Tardin (PSB); Julio Campos (União), ex-governador do estado; Faissal Calil (PL); Ondanir Bortolini (PSD); Dr. Eugênio (PSB); Wilson Santos (PSD); Thiago Silva (MDB); Dilmar Dal Bosco (União) e Carlos Avalone (PSDB).
Leia mais em: Polícia investiga desvio em emendas parlamentares e cita 14 deputados, um prefeito e um secretário
Segundo as investigações conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), há um suposto esquema de superfaturamento na compra de kits agrícolas financiados com emendas de deputados estaduais. A Operação Suserano, deflagrada em setembro de 2024, teve como base uma decisão judicial que aponta sobrepreço de até 80% em relação aos valores de mercado, com um prejuízo estimado em R$ 28 milhões aos cofres públicos.
Em entrevista à imprensa, Pivetta declarou que Kardec não está no centro da investigação e, por isso, não há fundamento para retirá-lo do cargo.
“Não há nada que o incrimine diretamente. Ele ocupa uma função que não interfere no andamento das investigações”, disse.
O governador em exercício reforçou que o foco da apuração está na Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf) e nas empresas contratadas para fornecer os kits.
“O Allan está distante do núcleo do problema. Não há justificativa para tirá-lo da função que exerce com competência”, afirmou.
Um dos principais alvos da investigação é o empresário Alessandro do Nascimento, apontado como sócio oculto de uma das empresas que receberam os recursos. Conforme documentos obtidos pelo portal UOL, além de Allan Kardec, outros 13 deputados estaduais teriam destinado emendas para a aquisição dos kits.
Pivetta ainda lembrou que foi o próprio Governo do Estado quem iniciou a apuração interna sobre o caso, por meio da Controladoria-Geral do Estado (CGE).
“O governo não tem poder de investigação, mas colaboramos com total transparência. Acionamos os órgãos competentes e não criamos qualquer obstáculo à atuação da Polícia Civil e do Ministério Público”, concluiu.






















