A diretoria do Cuiabá apresentou, nesta segunda-feira (9), documentos que comprovam a notificação formal do Banco Inter — instituição ligada ao empresário Rafael Menin, um dos acionistas da SAF do Atlético-MG — no processo protocolado pelo clube mato-grossense no Banco Central. A medida é uma resposta direta às recentes declarações de Menin, que classificou como “inverídica” a ação movida pelo Dourado.
No sábado anterior, o dirigente atleticano alegou que “não houve notificação oficial ou trâmite junto ao Banco Central” referente à reclamação apresentada pelo Cuiabá. No entanto, documentos oficiais contradizem essa versão.
Em ofício com papel timbrado do Banco Inter, endereçado ao Cuiabá Esporte Clube, a instituição confirma ter sido notificada através do Canal de Reclamações do Banco Central. O documento registra os dados da manifestação e protocolo de ouvidoria.
O conteúdo do ofício tem como assunto a “Resposta à notificação – Suposta infração à Resolução CMN nº 4.970/2021”. Embora o teor da resposta não tenha sido divulgado, o registro confirma que o Banco Inter respondeu formalmente à demanda apresentada pelo Cuiabá.
A resposta foi registrada no sistema do Banco Central no dia 2 de junho de 2025, às 18h30, dentro do prazo regulamentar. A consulta pública ao sistema permite visualizar a tramitação da reclamação, protocolada sob o número 2025/483456, vinculada ao CNPJ do Cuiabá.
O histórico mostra que a manifestação foi registrada em 19 de maio de 2025, encaminhada à instituição financeira e respondida dentro do prazo, encerrando o acompanhamento formal do caso pelo órgão regulador.
Entenda o caso
O impasse entre Cuiabá e Atlético-MG tem como pano de fundo a contratação do atacante Deyverson pela SAF atleticana, sem o pagamento de dívidas anteriores com o clube mato-grossense.
O Cuiabá recorreu ao Banco Central alegando que o Banco Inter, por ser um dos acionistas relevantes da SAF do Atlético, estaria cometendo supostas infrações à Resolução nº 4.970/2021 do Conselho Monetário Nacional, que regula a relação entre instituições financeiras e empresas sob seu controle ou influência.
Essa manifestação levou à abertura de uma apuração formal por parte do Banco Central. Na ocasião, foi estabelecido o prazo até 2 de junho para que o Banco Inter apresentasse sua resposta — o que de fato ocorreu.
Agora, a expectativa recai sobre a análise de mérito por parte do Banco Central. Caso as alegações do Cuiabá sejam consideradas procedentes, o episódio poderá estabelecer precedentes importantes em relação à responsabilidade de instituições financeiras que investem em SAFs, especialmente quando há pendências anteriores não quitadas com outros clubes.
(Com informações GEMT)































