CASO RENATO NERY

Justiça acata pedido da DHPP e pede quebra de sigilo bancário e fiscal de envolvidos na morte de Renato Nery

Segundo as investigações a motivação da morte seria uma disputada de terras.
Reprodução

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A Justiça acolheu pedido da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal de todos os investigados por envolvimento no homicídio do advogado Renato Nery. A decisão é de quarta-feira (14), do Núcleo de Inquéritos Policiais. Segundo as investigações a motivação da morte seria uma disputada de terras.

 

Na semana passada a Polícia Civil prendeu a empresária Julinere Goulart Bentos e seu marido, o produtor rural Cesar Sechi, acusados de serem os mandantes do crime. Eles tiveram o sigilo quebrado, bem como os militares envolvidos.

 

De acordo com as apurações, o policial militar Heron Teixeira foi o intermediário contratado para fazer o “serviço”. Segundo as investigações, ele conseguiu a arma de fogo usada no assassinato e foi quem repassou a arma para o caseiro da chácara, Alex Queiroz Silva, que executor da morte. 

Conforme o delegado da Polícia Civil, um dos responsáveis pelas investigações,  Bruno Abreu, a morte de Nery foi encomendada pelo valor de R$ 200 mil, porém foram pagos apenas R$ 150 mil.  

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Heron e Alex foram indiciados pela Polícia Civil nesta semana pelo crime de homicídio qualificado pela promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

 

O empresário Cesar Sechi negou ter sido o mandante. Segundo o delegado, ele agiu com deboche e demostrou frieza. Sua esposa, Julinere, a principio havia dito que iria colaborar com as investigações. Seu depoimento estava marcado para segunda-feira (12), porém e desistiu após alegar problemas psicológicos.

Conforme as investigações o crime foi motivado por uma disputa judicial por 800 hectares de terras produtivas em Novo São Joaquim, que são avaliados em mais de R$ 40 milhões. O casal, preso na última sexta (9), litiga diretamente com Nery há décadas por conta da área.

 

O casal acusava Nery de falsicar assinaturas para “tomar” a Fazenda Atlântida, obtida pela família Sechi junto à Ary Ferreira de Souza em julho de 1998. Segundo os Sechi, Nery enganou o poder judiciário para se empossar das terras.

De outro lado, Nery também acusava Cesar Sechi e Julinere de falsificarem as escrituras das terras. 

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