O depoimento da empresária Julinere Goulart Bastos, marcado para esta terça-feira (13), foi adiado após ela alegar problemas psicológicos. Julinere foi presa pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na última sexta-feira (9), em Primavera do Leste (a 240 km de Cuiabá), apontada como uma das mandantes do assassinato do advogado Renato Nery.
No dia da prisão, Julinere disse que iria colaborar com a investigação. Agora, a oitiva dela segue sem data definida para acontecer.
O esposo da empresária, César Jorge Secchi, também foi preso na na última sexta, porém ele nega nega qualquer envolvimento na morte do advogado.
Durante as diligências, foi constatado que tanto o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva e o policial militar, Heron Teixeira Pena Vieira estão envolvidos diretamente na execução do crime, com detalhamento específico da atuação de cada um deles.
Em depoimento, o policial militar confessou em depoimento que recebeu R$ 150 mil para arquitetar o crime. Ele confessou ainda que o caseiro Alex Roberto foi o executor do crime.
Durante o depoimento, Heron Teixeira disse que o acordo inicial era de R$ 200 mil, porém, recebeu R$ 150 mil. O PM ainda revelou que os mandantes teriam sido o casal de empresários de Primavera do Leste, Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi, que foram presos temporariamente nesta sexta-feira (9).
O CRIME
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo, no dia 5 de julho do ano passado (2024), na frente de seu escritório, na capital. A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.
Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.






















