O governador Mauro Mendes (União Brasil), negou que esteja boicotando a deputada estadual Janaina Riva (MDB), em relação aos pagamentos de emendas parlamentares impositivas. Além disso, afirmou que o atraso no pagamento das emendas apresentadas pelos parlamentares oposicionistas é “natural na democracia”. A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (5), durante inauguração de um complexo educacional no bairro Pedra 90, em Cuiabá.
Mauro também revelou que já considera a deputada estadual Janaina Riva como oposição apesar do MDB ainda fazer parte da base governista.
“Não procede. Se a deputada assumiu a questão de ser oposição, como o próprio secretário disse, tem ônus e bônus. O Fabio é oposição ao governo federal. As emendas dele são as últimas que são pagas. Então, isso é natural na democracia, não é novo em Mato Grosso, não é novo no Brasil e é o tratamento que se dá. A oposição gosta de criticar, a oposição gosta de falar coisas que muitas vezes não são verdade. O ônus disso é um relacionamento não sadio com o governo”, declarou Mauro Mendes.
A justificativa vem após a troca de farpas entre a deputada Janaina Riva e o secretário da Casa Civil Fabio Garcia. Na última quarta-feira (5), durante sessão da Assembleia, em um duro discurso, Janaina acusou Fabio de boicotar o pagamento de suas emendas, retaliação política, ameaças e uso da estrutura do Estado em prol de projetos eleitorais. A parlamentar disse ainda que outros deputados também sofrem ameaças de cortes das emendas.
Fabio, por sua vez, rebateu as críticas em vídeo publicado em suas redes sociais. Ele negou a acusação em, de quebra, alfinetou a deputada dizendo que não enriqueceu com dinheiro de corrupção – numa referência ao pai de Janaina, ex-deputado José Riva, que se tornou delator de esquemas de corrupção.
No vídeo, o chefe da Casa Civil também argumentou que é oposição ao governo federal, e com isso ele próprio teve suas emendas pagas por último — e que o mesmo ocorre com Janaina no âmbito estadual, já que Janaina tem se mostrado opositora da gestão Mauro Mendes.
À imprensa, Mauro reforçou que críticas pontuais são naturais, mas relações desgastadas comprometem a interlocução com o Executivo. Ele pontua que é preciso que o Legislativo e Executivo tenham uma relação honesta.
“Ser base ou não ser base, o governo não tem problema nenhum. Um deputado que de vez em quando critica, e eu mesmo, de vez em quando critico o governo. Agora, a relação tem que ser pautada em cima de verdade, de lealdade, de reciprocidade. Eu não estou querendo ampliar a base, nem tirar ninguém da base. Eu quero que tenha uma relação honesta com o governo”, frisa.




























