POLÊMICA DOS MERCADINHOS

Max rebate moção de repúdio da Câmara contra AL e questiona: “E se a gente discute a Câmara dos Horrores?”

Foto: Luciano Campbell/ALMT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (PSB), criticou a moção de repúdio aprovada na Câmara de Cuiabá contra os deputados estaduais após a derrubada do veto do governador Mauro Mendes (União Brasil) sobre a liberação dos chamados “mercadinhos” nas penitenciárias de Mato Grosso.

A votação ocorreu na última semana na Assembleia, ao todo 13 parlamentares votaram pela derrubada, e  apenas o deputado Lúdio Cabral (PT), assumiu seu voto publicamente. Nesta terça-feira (15), os vereadores de Cuiabá aprovaram uma Moção de Repúdio, de autoria do vereador Dilemário Alencar (União Brasil), aos deputados que votaram a favor dos mercadinhos em presídios de Mato Grosso.

Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira (16), Max, lamentou a ação da Câmara. Para ele, o episódio tem motivações eleitorais daqueles que visam se candidatar a uma vaga na Assembleia nas eleições de 2026, apontando o autor da proposta, o vereador Dilemário Alencar (UB).

“Sinceramente, eu acho que é mais um movimento político. Tem muitos vereadores, veja quantos vereadores lá vão disputar a Assembleia no próximo ano. O que fez o requerimento, inclusive, é candidato novamente a deputado. Disputou algumas eleições, não teve a oportunidade de ser eleito, não teve a oportunidade de estar na Assembleia, e está procurando, e vai procurar todos os argumentos e formas possíveis para desmerecer quem está na Assembleia e para se promover”, ressaltou.

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Max ressalta que respeita a decisão dos 14 que votaram a favor da moção, mas rebateu apontando que a AL poderia “discutir a Câmara dos Horrores aqui”, em seguida, reiterou que a intenção da Casas de Leis é promover o fortalecimento do Poder Legislativo Municipal. 

“Lógico que foi só por 14, parece 14 vereadores, não foi a unanimidade da Câmara, não foi a maioria, então ali tem bons vereadores, mas tem vereadores que gostam dessas pautas. Já pensou se a gente começasse a discutir Câmara dos Horrores aqui?  Não é a nossa forma [de agir], nós queremos um Poder Legislativo forte, votando os projetos para Cuiabá, para a população de Cuiabá, cuidando da limpeza da cidade, cuidando dos buracos da cidade, trabalhando essas ações importantes como abrir um hospital infantil para Cuiabá”, disse Max.

Mesmo diante da polêmica, o presidente voltou a defender a posição da Assembleia Legislativa sobre os mercadinhos. Ele ressalta que ao derrubar o veto, dá aos detentos acesso aos itens básicos e necessários para uma detenção digna, e que isso não libera  venda de nada supérfluo.

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“Mas, tem gente que acha que a mulher tem que ficar lá sem o absorvente, tem que ficar lá sem escovar os dentes, sem usar o sabonete. Lá [nos presídios] nós temos crimes bárbaros em que a gente talvez gostaria que tivesse uma pena de morte ou algo nesse sentido, porque realmente são pessoas que não poderiam nem ir para a cadeia, mas nós temos pessoas lá que, já aconteceu, foram julgadas de forma injusta, nós temos as pessoas do 8 de janeiro, que muitos pregam anistia.  Enfim, nós temos todos os tipos de presos”, argumenta.

“Nós temos crimes bárbaros e que a gente talvez gostaria que tivesse uma pena de morte ou algo nesse sentido, porque realmente são pessoas que não poderiam nem ir para cadeia, mas nós temos pessoas lá que talvez já aconteceu de pessoas serem julgadas de forma injusta. (…)  Agora, nós vamos segregar isso e não dar o mínimo?”, questionou.

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