POLÊMICA

Vereador admite ter contratado filho de faccionado morto em operação e o culpa por moção de aplausos para criminoso

Jeferson explicou que a homenagem foi feita sem sua autorização e sem o conhecimento de sua equipe, passando despercebida por todos.

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O vereador Jeferson Siqueira (PSD), confessou nesta terça-feira (1°), que a moção de aplausos concedida a Gilmar  Machado da Costa, conhecido como Gilmarzinho, morto em confronto com a polícia, foi incluída na lista de homenageados pelo próprio filho do criminoso, identificado como  Vitor que atuava como assessor parlamentar em seu gabinete.


Em conversa com jornalistas, Jeferson explicou que a homenagem foi feita sem sua autorização e sem o conhecimento de sua equipe, passando despercebida por todos. 

“Quem fez a indicação da homenagem foi do filho, que homenageou o pai dele, ok? No dia 2 de março, nós entregamos as moções numa festa com mais de cinco mil pessoas”, disse. 

A moção de aplausos veio à tona no fim do ano passado, durante as articulações para disputa da Mesa Diretora da Câmara, e voltou a ser questionado após a morte de Gilmarzinho em confronto com a polícia.

A repercussão levou à revelação de que seu filho de Gilmar, trabalhava como assessor parlamentar externo no gabinete de Jeferson, com salário de R$ 2.250. Diante da repercussão negativa, a equipe do vereador decidiu exonerar Vitor.

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O vereador Jefferson enfatizou que a exoneração não foi motivada por qualquer envolvimento criminoso de Vitor ou de seu pai, mas sim pelo impacto negativo que o caso teve na imagem de seu gabinete.

“Não é porque o Vitor é um criminoso ou foi filho de um criminoso, pelo contrário. É porque a ação dele refletiu negativamente no gabinete”, explicou o vereador.

O vereador ainda apontou que o caso só ganhou a repercussão, porque houve cunho político.

“Foi dada uma ênfase tão grande para tentar me desqualificar e vincular meu nome a essa situação”, disse.

Caso Gilmar 

Gilmar foi condenado por tráfico de drogas e era um dos investigados em um inquérito da Operação Aqua Ilícita, deflagrada em março, pela Polícia Civil e o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

De acordo com as investigações, a organização criminosa praticava extorsão, lavagem de dinheiro e controle econômico dos comerciantes de água mineral, prática que afetava consumidores e empresários em Cuiabá, Várzea Grande, Nobres e Sinop.

Ele morreu durante a abordagem da operação.

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