CRIME BÁRBARO

Delegado diz que versão de diretor de escola militar que matou jovem em bar é fantasiosa

O suspeito irá passar por audiência de custódia e está à disposição da Justiça

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O delegado de Juína (a 745 km de Cuiabá), Ronaldo Binoti Filho, responsável pela investigação, afirmou na tarde desta segunda-feira (24) que a versão apresentada pelo subtenente aposentado e diretor de uma escola militar, Elias Ribeiro da Silva, de 54 anos, acusado de assassinar o segurança Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos, em um bar no município de Colniza, (a 1.040 km de Cuiabá), é totalmente fantasiosa.

Em depoimento, Elias alegou que havia sido abordado por alguém dizendo que o ‘disciplina’ de uma facção queria falar com ele – esse ‘disciplina’ seria, supostamente, Claudemir.

Porém o delegado afirma,  que as imagens da câmera de segurança e o depoimento das testemunhas indicam que a versão apresentada por Elias é falsa.

“Ele atirou à queima-roupa contra um rapaz completamente inocente, que estava mexendo no celular. Simplesmente pelo fato de não ser correspondido pelas mulheres que estavam com ele durante o dia. As imagens são completamente repugnantes e não condizem com o comportamento esperando por integrantes das forças de segurança”, afirmou o delegado.

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A ex-namorada da vítima também foi ouvida. Ela esteve com o suspeito durante o dia no bar em que o crime aconteceu. A mulher relatou que, quando estava em outra mesa com o suspeito, ele apontou para Claudemir dizendo que ele era faccionado. A ex-namorada negou que o jovem pertencesse a alguma facção, mas o suspeito teria discutido com ela insistindo na afirmação.

Ela disse que saiu da mesa e, quando retornou, cumprimentou o ex-namorado, ação que teria causado revolta no suspeito. Devido a isso, ela foi embora do bar e não presenciou a execução.

Uma funcionária do bar disse à polícia em depoimento que o suspeito havia chegado ao estabelecimento com algumas mulheres e pagado cervejas a elas. Porém, depois de um tempo essas mulheres sentaram na mesa em que a vítima estava com o irmão.

O suspeito teria reclamado da ação com funcionários do bar, dizendo que ele teria pagado bebidas a elas e, agora, elas “estavam sentadas com faccionados”. A funcionária do bar disse, ainda, que o suspeito teria falado em “matar todo mundo”.

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Diante disso, o delegado lavrou o flagrante do suspeito e representou pela conversão da prisão em preventiva. O suspeito irá passar por audiência de custódia e está à disposição da Justiça.

 

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