O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), criticou a venda de produtos produtos supérfluos nos mercadinhos instalados dentro das unidades prisionais de Mato Grosso. Nesta terça-feira (25), Secretaria Estadual de Justiça divulgou um relatório de uma vistoria em diversos presídios do estado, onde foram encontrados mercadorias como azeite de oliva, Nutella, amaciante de roupas, cigarros Marlboro e até cuecas Calvin Klein sendo vendidas nos mercadinhos.
Em conversa com jornalistas na manhã desta quarta-feira (26), Max disse que isso é inaceitável.
“Isso nós não podemos aceitar. Se nós acharmos isso normal e relativizar, aí realmente deixa a população que está do lado de fora bastante indignada. […] Não é interesse da Assembleia aceitar isso”, afirmou.
Max defende que os detentos devem ter acesso ao mínimo nos presídios.
“Qualquer ser humano, qualquer pessoa tem direito a tratamento digno, mesmo estando preso. O mínimo necessário tem que ser oferecido. E esse mínimo necessário o Estado tem condição de oferecer”, disse.
O Governo do Estado tem tentado acabar com os mercadinhos dentro das unidades, mas tem encontrado resistência. Uma das tentativas foi barrar um artigo de uma lei aprovada na Assembleia Legislativa que permitia o funcionamento das estruturas dentro das cadeias.
A pauta gerou discussão na Casa de Leis e será debatida em audiência pública. Segundo Max, a votação do veto do governador será marcada após esse diálogo.
“Existe uma discussão muito forte em cima desse tema, se isso beneficia as facções, se isso não beneficia, se isso dá dignidade ao preso lá ou não… Enfim, acho que esse debate é interessante, é importante. O parlamento é o local ideal para que isso aconteça. […] Nós esperamos que os resultados sejam bastante satisfatórios”.
Na tarde desta terça-feira (26), o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, restringiu a venda de produtos nos mercadinhos, o que vai evitar os supérfluos.
Veja vídeo:
























