Com alta incidência de casos de dengue e a chikungunya, Várzea Grande solicita o uso fumacê

Agora, o município agora aguarda a análise do Estado para autorização do controle químico
Reprodução

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Em alerta vermelho diante da alta incidência de casos de dengue e a chikungunya, Várzea Grande solicitou o uso do fumacê à Secretaria do Estado de Saúde (SES) para tentar barra a proliferação do mosquito  Aedes aegypti. Agora, o município agora aguarda a análise do Estado para autorização do controle químico.

Até esta quinta-feira (21), Várzea Grande, havia 900 casos de dengue confirmados e 793 de chikungunya, conforme o Painel de Monitoramento de Arboviroses da SES.

De acordo com a Pasta, o fumacê foi solicitado na última terça-feira (18). A Secretaria do Estado de Saúde informou que o caso está em análise e o prazo para resposta é de até 5 dias úteis.

Para tentar conter o avanço das doenças, os agentes de saúde do município também realizam o controle vetorial, com atividades de bloqueio de transmissão de casos e borrifação de inseticida em locais considerados pontos estratégicos, com potencial criadouro do mosquito.

Contundo, a Secretaria de Saúde alerta para medidas preventivas como verificar locais com acúmulo de água, tampar caixas d’água, esvaziar recipientes, descartar corretamente o lixo, limpar as calhas, não acumular sucata e entulho, além de usar repelente.

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O que é o fumacê

O carro de fumacê já foi instrumento muito usado nas épocas de alta incidência de doenças transmitidas por mosquitos e insetos. O produto popularmente conhecido como fumacê é um inseticida com combinação de duas moléculas Praletrina Imidacloprida) e solventes.

Por ser uma técnica de aplicação a ultrabaixo volume UBV a frio, não há a formação de nuvem de fumaça por não haver a queima de óleo mineral no momento da aplicação. O produto causa uma excitação no sistema nervoso dos mosquitos após o contato do inseticida e, posteriormente, a morte deles.

O Ministério da Saúde diz que os inseticidas usados no fumacê são indicados pela Organização Mundial da Saúde OMS e pela avaliação da Anvisa Agência Nacional de Vigilância em Saúde).

Porém, estudos recentes mostram que a técnica de baixa eficiência no combate aos mosquitos. Por exemplo, os criadouros não afetados pelo borrifo do inseticida. Além disso, as condições climáticas podem reduzir a eficácia. Chuva forte, calor intenso e vento acima 6 quilômetros por hora são alguns fatores.

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Orientações

Para minimizar os riscos, a Pasta orienta evitar sair de casa ou permanecer ao ar livre durante a nebulização, fechar portas e janelas para evitar a entrada do produto no imóvel, proteger os alimentos e utensílios de cozinha, além de manter os animais de estimação dentro de casa durante a aplicação.

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