JUÍNA

Professor alega que gato já estava morto e que não impediu ataque de cães porque sofre problemas neurológicos

O caso ocorreu na noite de terça-feira (11) nas imediações do Parque Municipal Lagoa da Garça
Reprodução

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O professor Francisco José Andreotti Prada, de 52 anos, preso em flagrante na quarta-feira (12) em Juína (a 745 km de Cuiabá), depois de ser filmado deixando seus cães matarem um gato, alegou em depoimento que o animal já estava morto quando foi atacado.

O ato foi registrado por uma câmera de segurança, que repercutiu na internet horas depois do crime. O caso ocorreu na noite de terça-feira (11) nas imediações do Parque Municipal Lagoa da Garça.

Na oitiva, o professor alegou que gato pulou na cerca elétrica na tentativa de fugir e caiu morto no chão. Ele alega ainda que não conseguiu impedir ataque porque sofre de diabetes e problemas neurológicos.

“Os cachorros viram o gato e me puxaram. Aí o gato pulou, levou choque na cerca elétrica do portão e caiu morto. Aí os cachorros pegaram ele. Eu fiquei paralisado por causa da diabetes e dos problemas neurológicos]. Eu não tive culpa. Não consegui segurar os cachorros”, disse em depoimento.

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O professor contou que é aposentado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), após ser submetido a uma cirurgia cerebral por contrair uma bactéria hospitalar que resultou em sequelas neurológicas, e foi isso que o impediu de evitar o ataque, garantiu.

Porém, nas imagens é possível ver que o gato se debateu e tentou fugir do ataque, mas foi mordido até a morte. Apesar de ver o desespero do animal, em momento nenhum Francisco tentou puxar seus cães para longe. Todos estavam usando guia.

Durante o depoimento, a policial mostra a ele o vídeo e pergunta se ele se reconhece nas imagens, mas Francisco nega.

“Eu não confirmo que sou eu, porque não dá para ver minha cara. Aqueles cachorros são meus. […] Estava atrás da árvore, não dá pra ver o rosto”. 

  O professor, segue preso e aguarda audiência de custódia na comarca do Município, que estava marcada para às 17h desta quinta.

 

Polêmica

O caso gerou polêmica, a deputada Janaina Riva (MDB), compartilhou em suas redes sociais um vídeo onde afirmou que o professor universitário, pode ser exonerado por justa causa. Riva classificou o ato de Francisco como frio.

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De acordo com a parlamentar, o professor cometeu uma tortura não apenas contra o gato morto, mas com os seus próprios animais. A deputada ressaltou que além da prisão e possível perda do emprego, Francisco ainda pode ser penalizado com o pagamento de multa a partir de R$ 121,7 mil.

“A responsabilidade de um animal é do seu tutor. Não tem como não ficar aterrorizado com a frieza desse tutor. Ele comete tortura contra seus cachororos quando permite que eles matem os gatos”, disse Janaina Riva. 

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