VOCAÇÃO EM CONTAR HISTÓRIAS

Luciano Huck celebra prêmio e lembra bombardeio durante gravação de documentário: ‘Momentos tensos’

Filme conduzido pelo apresentador conquistou o prêmio Melhor Documentário da edição de inverno do International New York Film Festival (INYFF)
Reprodução Gshow

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Quando desembarcou na Ucrânia em agosto de 2024 em busca de suas raízes familiares em meio ao dramático cenário de guerra na Ucrânia, Luciano Huck não poderia imaginar que o documentário ‘Huck e Zelensky — Não Está Tudo Bem’ seria vencedor de um prêmio internacional.

Após ser eleito Melhor Documentário da edição de inverno do International New York Film Festival (INYFF), o apresentador conversou com o gshow sobre projeto que conta com uma entrevista exclusiva e pessoal com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky:

“Fiquei muito contente com o reconhecimento internacional do prêmio. Acho que é uma história contada no Brasil, mas é um problema global”.

“Agora com o Trump eleito e o que aconteceu nessas primeiras semanas de governo [americano], tanto com relação à guerra na Europa quanto no Oriente Médio, a gente está vivendo um momento geopolítico muito intenso”.

“Então, esse filme mais uma vez se atualiza. E você entende como processa e como funciona a cabeça de uma das lideranças que está diretamente envolvida nesse conflito, nessa guerra que é o Zelensky”.

Huck passou cerca de 48 horas gravando o documentário em solo ucraniano. Na primeira madrugada na região, a Rússia fez o maior ataque aéreo desde o início do conflito até então.

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Mísseis e drones caíram nas proximidades do hotel onde o apresentador estava hospedado fazendo com que ele e sua equipe passassem a noite em um bunker.

“Foram momentos muitos tensos, de muita reflexão e, ao mesmo tempo, uma experiência de vida que pouca gente vive”, afirmou.

Durante sua passagem pelo país europeu, Huck visitou a pequena cidade de Brody, terra natal de sua avó materna, Matilde – que deixou o lugar na infância para escapar das perseguições aos judeus e da iminência da Segunda Guerra Mundial.

O filme mostra ainda as ruínas de uma sinagoga e um cemitério com cerca de 6 mil lápides, onde parte da família do apresentador foi enterrada.

“Foram muitas camadas envolvidas (…) Revisitar as raízes da minha família na Ucrânia. Dos meus quatro avós, três vieram daquela região”, contou.

Completando 25 anos de TV Globo em abril, o apresentador do Domingão com Huck ressaltou sua vocação para contar histórias e reforçou que o globoplay tem se tornado a casa dos documentários que contam histórias brasileiras:

“Poucas empresas no Brasil conhecem o brasileiro assim como a Globo. É uma relação intensa, de 60 anos de TV, 100 anos de mídia impressa, cobrindo, documentando, sendo assistido e ouvindo os brasileiros”.

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“‘Huck e Zelensky — Não Está Tudo Bem’ não poderia estar em outro lugar”.

“Histórias do futebol, das cidades, das pessoas, tantos documentários foram feitos pelo Globoplay nos últimos tempos. Você se enxergar um pouco ali, se reconhece em algum lugar. O país está, ali, documentado”.

Curiosidades sobre o doc? Temos!

As filmagens aconteceram ao longo de 48 horas intensas na Ucrânia e contaram com momentos de muita tensão. Por exemplo, na madrugada de 26/8, a guerra atingiu um novo patamar com o maior ataque aéreo da Rússia desde o início do conflito.

Desde o princípio, foi uma jornada repleta de desafios. Com o espaço aéreo da Ucrânia fechado por causa do conflito, a equipe enfrentou um deslocamento de 36 horas para chegar a Kiev.

Eles voaram do Rio de Janeiro até Lisboa e, em seguida, foram de avião para Varsóvia, na Polônia.

Dali, seguiram para Rzeszów, onde cruzaram a fronteira de trem, numa viagem de 12 horas, até chegarem ao destino final.

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