O presidente do PP de Mato Grosso, deputado estadual Paulo Araújo, acredita que a possibilidade de uma formação de federação entre o PP, Republicanos e União Brasil trará dificuldades para formação de chapas nas eleições 2026.
Paulo explica que, quando há uma federação, acaba-se elevando a média de votos para que o grupo possa eleger um deputado estadual, o que pode fazer com que possíveis filiados desistam de migrar para a sigla progressista em virtude da dificuldade em conseguir essa votação expressiva.
“Vai ter dificuldade para a chapa parlamentar. Nós vamos elevar esse nível de corte lá para 35 mil votos. Então, é lógico, quem tá aqui numa chapa que concorre com uma expectativa de menos votos, para uma federação, isso já não fica tão atraente. Por isso a federação prejudica muito na montagem da chapa de deputado estadual. Se o PP for sozinho, vamos dizer que o limite de corte para uma possível eleição seja de 20 mil. Isso é uma coisa, 35 mil é outra”, destacou.
“Caso a gente tenha federação, esquece, é acima de 30, 35 mil votos. Aí, o candidato que está lá, pré-candidato que sabe que vai fazer 20 mil, ele não vai para uma federação, que o limite de corte é de 35 mil”, completou.
A possibilidade da federação entre as três siglas é uma conversa que surgiu em 2024 em Brasília. Agora com a escolha de Davi Alcolumbre (União-AP) como presidente do Senado e Hugo Motta (Republicanos-PB) como presidente da Câmara, a possibilidade ganha ainda mais força.
Paulo Araújo afirma que até o momento os parlamentares de Mato Grosso não têm essa confirmação se vai haver ou não a federação. Segundo ele, já houve uma conversou com o presidente Ciro Nogueira (PP-PI) e, até o momento, não recebeu nenhuma confirmação.
Por outro lado, Paulo destaca que a federação em chapa para deputado federal, a conversa é diferente. Ele explica que com a confirmação da federação, beneficiaria o PP, que tem dois nomes fortes para a disputa, o do ex-deputado Neri Geller e o do presidente da MTPar, Wener Santos.
Além disso, a federação pode ainda conquistar a filiação da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, que já recebeu o convite para ingressar na sigla, mas até o momento não confirmou se aceita ou não.
“A gente trabalha com a filiação da dona Virginia ao Progressista. Mas nós temos o deputado Neri Geller que está no partido, temos o Wener Santos. Então, para uma montagem de chapa de federal facilitaria. Nós teríamos nove vagas para deputado federal, então seria mais fácil essa construção”, diz o deputado.



























