O delegado Caio Fernando Álvares Albuquerque assumiu, nesta quinta-feira (23), o cargo de titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá. Em coletiva de imprensa, ele garantiu empenho da unidade em solucionar casos de grande repercussão, principalmente os que envolve as facções criminosas.
Durante sua fala o delegado abordou ainda sobre uma polêmica que tem deixado a população em pânico, sobre facções criminosas estarem matando pessoas por fazerem sinais com as mãos nas fotos. Segundo o delegado, a informação é uma “falácia” que gera insegurança à população.
“Vamos deixar bem claro, como eu falei: a investigação busca um motivo. Essa questão de sinal, a gente precisa desmistificar. Vamos afastar essa conversa, afastar essa história, vamos para o concreto. Não é porque a pessoa faz sinal que vai descambar para o resultado morte”, disse.
“A gente precisa entender as coisas, senão fica uma sensação de insegurança, de medo, de um caos. O que a gente tem que demonstrar é porque determinada pessoa veio a óbito e, digo, asseguro, não é por conta de sinal. É por conta de um motivo que a investigação vai revelar”, completou.
Um dos casos investigados que pode ter ocorrido após fotos com sinal das mãos e a morte da candidata a vereadora Rithiele Alves Porto, de 28 anos, e sua irmã Rayane Alves Porto, de 25 anos, que foram assassinadas por uma facção criminosa em Porto Esperidião (32 km de Cuiabá), no dia 14 de setembro.
O sinal feito pelas irmãs remete ao gesto de rock ou de amor em libras. O gesto, no mundo das facções criminosas, simboliza associação a uma facção rival à daqueles que assassinaram Rithiele e Rayane. Além delas, o namorado de Rithiele também foi sequestrado pelos faccionados, mas conseguiu fugir.
“A gente sabe que facções e organizações criminosas têm os ditames. Tem alguma coisa que a vítima fez, mas concretamente demonstrado, que descambou no homicídio. Isso em qualquer homicídio. A gente vai buscar o motivo, obviamente injustificado. Mas eu repito: sinal é uma falácia”, garantiu o delegado.
“A gente precisa afastar [essa informação], e que as pessoas tenham paciência, que as pessoas acalmem-se para afastar essa história de que sinal descamba para a morte. As pessoas falam, mas o que eu acho que todo mundo tem que se preocupar e se atentar é o que a investigação criminal revela. Não dá pra ficar nessa sensação de pânico, de medo, de insegurança”.
“Vamos ser um pouco técnicos e ver o que que a Polícia Civil, o que que a DHPP revelou daquele caso, qual foi o motivo. As investigações não estão a dizer que foi por conta de sinal. Repito: Não tem isso aí demonstrado. No final da investigação você vê que não tem nada a ver com sinal”.



















