O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou na noite desta sexta-feira (30, que irá publicar decreto de calamidade financeira no município. A medida foi tomada em conjunto com sua equipe financeira, e terá validade por 180 dias. Conforme Abilio, à falta de recursos no caixa da prefeitura, herdada da gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), levou o município há u colapso financeiro.
A medida permitirá à gestão realizar cortes radicais em despesas e buscar recursos externos para pagamento de salários e manter os serviços essenciais, como saúde, educação e infraestrutura urbana.
Segundo o prefeito, até o fechamento financeiro de quinta-feira (02), por exemplo, a prefeitura dispunha de R$ 26,4 milhões. Mesmo esse recursos em conta, o prefeito afirmou que ainda não é possível quitar os salários dos servidores públicos relativos ao mês de dezembro. Ainda relatou que, com os recursos existentes hoje, a prefeitura não teria condições de custear serviços essenciais como saúde, educação e coleta de lixo.
Abílio classificou a situação financeira da capital como “muito grave” e que a prefeitura precisará adotar cortes drásticos para equilibrar as contas.
“O orçamento não é compatível. Estamos buscando solução de todas as formas. Nós teremos que fazer cortes radicais em despesas que muitas vezes são consideradas supérfluas”, disse Brunini,
“Só para vocês terem uma ideia: se a gente pagar as duas folhas dentro do mesmo mês, a gente não tem condições de pagar a saúde, não tem condições de pagar nada, porque o orçamento não é compatível”, acrescentou lembrando que Emanuel Pinheiro (MDB), agendou pagamentos para para sua gestão em cerca de R$ 15 milhões.
“O ex-prefeito ordenou pagamento no dia 2 de fevereiro, e nós tivemos que assumir dívidas que não poderiam ser feitas”, destacou.
Segundo Abilio, o foco imediato da administração será o pagamento da folha salarial dos servidores, sem recorrer a escalonamentos de pagamento, como ocorreu em gestões anteriores. Além disso, outras medidas estão sendo implementadas, com um corte de até R$ 300 milhões em contratos de serviços de tecnologia e outros setores.
Ainda segundo o prefeito, uma auditora está sendo feita na prefeitura para identificar possíveis ajustes adicionais.
Mesmo diante das dificuldades e falta de recursos, Abílio garantiu que sua gestão irá honrar os compromissos com a população, especialmente no que se refere ao pagamento dos servidores municipais e à manutenção das atividades essenciais.
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