O presidente da Câmara Municipal, o vereador Chico 2000 (PL), defende a aprovação de resolução que impõe votação secreta para a nova Mesa Diretora, que ocorre no dia 1° de janeiro logo após a posse dos eleitos. Chico busca reeleição e tem como principal concorrente novata eleita vereadora Paula Calil (PL), que conta com apoio do prefeito Abilio Brunini (PL). Chico, Paula e Abilio são da mesma sigla, o Partido Liberal.
Chico defende que a votação secreta impedirá interferências externas, como a Abilio Brunini (PL),
que indicou Paula para a disputa.
“Esse projeto foi concluído no último dia útil que houve. No entanto, precisava ser lido na sessão. A primeira sessão que houve foi hoje (segunda-feira). Foi lido na sessão de hoje, através do regime de urgência que é possível ser requerido pela Mesa Diretora, o regime de urgência simples, esse requerimento foi feito e foi colocado em plenário. No entanto, houveram argumentações diversas neste plenário, no sentido de que isso deveria ter acontecido com pelo menos 24 horas de antecedência”, explicou Chico.
Os parlamentares opositores a Chico criticaram a proposta de voto secreto, apresentada na última semana de trabalha na Câmara como uma manobra para favorecer a reeleição dele. Chico, porém, se defende de tais acusações e cita outras casas legislativas.
“É natural. Plenário é isso. São discussões que se criam em torno dos projetos que são apresentados. Aqueles que entendem-se desagradados com o projeto reclamam. Os que estão se sentindo agradados com o projeto defendem e é isso”, explica Chico.
“Eu sou favorável a uma eleição sem interferência. A eleição no Congresso Nacional é secreta, no STF é secreta, na Assembleia Legislativa do Estado é secreta, no Tribunal de Contas do Estado é secreta, no Congresso Nacional é secreta, no Senado Federal é secreta. Por que na Câmara e no Municipal de Cuiabá não pode ser secreta?”, questionou.
Após os protestos em plenário, durante a sessão, Chico 2000 decidiu adiar votação da resolução, indicando que a matéria voltará à pauta na manhã do dia 27 de dezembro, próxima sexta-feira (27).
“Pediram que a mesa apresentasse esse projeto de resolução e nós apresentamos. E temos entendimento de que esta é uma forma de evitar interferência no voto e no posicionamento individual de cada vereador. Isso para que se respeite a independência dos poderes. Então acho que é salutar esse projeto”.























