A pastora Joelma Souza Cardoso de Souza, de 56 anos, presidente da Igreja Assembleia de Deus Visão de Águia Monte Moriá, em Guarantã do Norte (715 km de Cuiabá), é mais uma mato-grossense que está presa em Brasília, por ter participado dos atos golpistas ocorridos na sede dos Três Poderes, no último domingo (8). O nome da religiosa consta na lista divulgada pela Polícia Federal com 1.382 presos por terrorismo.
Em seu perfil no Facebook, a pastora postou fotos e vídeos de quando estava em Brasília ao lado de outros baderneiros. Em uma das imagens, a mulher surge de joelhos ao chão em oração. Joelma é uma das milhares, que não aceitam a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nas urnas e a vitória do presidente Lula (PT).
Na listagem de detidos da PF já foram identificados pelo menos 20 mato-grossenses. Alguns inclusive já passaram por audiência de custódia que começaram na última semana, e tiveram a prisão mantida pelos magistrados. Dentro da baderna, foram identificados, advogados, médicos, empresários, dentre outros.
Dos 1.382 presos 904 homens estão no Centro de Detenção Provisória – , Complexo da Papuda e 494 mulheres estão na Penitenciária Feminina do DF – Colmeia. Os bolsonaristas presos pelos atos terrorista serão transferidos aos seus estados de origem. O interventor federal da Segurança Pública do DF Ricardo Cappelli acredita que o trabalho das audiência de custódia devem terminar neste domingo (15).
A Penitenciária Feminina conta com 1.028 vagas. Com as prisões das mulheres suspeitas de atos de terrorismo, passou para 1.148 detentas.